MISSÕES ANGOLA: Perseguição contra a IAP na Angola

Os Pr Abilio e o brasileiro Pr Moisés da Igreja Adventista da Promessa

É com o coração apertado, mas cheio de fé, que compartilho informações importantes sobre a missão em Angola.

Por volta das 12:00h, dois investigadores de polícia chegaram ao prédio onde estamos trabalhando para a inauguração da nossa igreja em Angola.

Eles detiveram os pastores Moisés e Abílio, mantendo-os incomunicáveis por seis horas em uma cela com outros oito detidos. Fizemos todo o possível para assegurar a liberdade deles, mesmo diante da ausência de acusações objetivas.

Nossa igreja está legalizada junto ao INAR, o pastor Moisés está em situação regular como turista, mas as autoridades alegaram exploração de angolanos por uma igreja brasileira. Sabemos que isso pode estar relacionado à recente perseguição contra igrejas brasileiras no país.

Após seis horas de esforços, reuniões com advogado e investigadores,  e o pagamento de 500 dólares de fiança, louvamos a Deus por nossos pastores terem sido libertos. Na prisão, mesmo diante da adversidade, eles cantaram, pregaram e oraram pelos demais presos. Também Testemunharam violência policial contra outros detidos, mas foram preservados pela graça de Deus. 

Neste sábado, seguimos com a inauguração da nossa igreja em Angola, apesar da perseguição. O inimigo não prevalecerá. O grito da cruz, "tetelestai" - está consumado, ressoará também nesta nação. Pedimos orações  por esta obra, para que Deus nos livre da ação maligna e proteja Seus servos dos desígnios dos homens maus.

Agradecemos pela oração e pela solidariedade nesse momento desafiador. Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, esteja com cada um de vocês.

Mais de 2 mil igrejas são fechadas em Angola

Em 2019 e depois em 2023 a Missão Portas Abertas alertou sobre a perseguição dos cristão e igrejas na Angola, abaixo lembramos.

Há preocupações em Angola quanto à aprovação de uma nova lei que regulamenta a liberdade religiosa. Mais de 2 mil igrejas já foram fechadas e mais de mil igrejas irregulares ainda poderão ser fechadas no mês de novembro.

O gabinete do governo de Angola aprovou, em agosto, uma lei que regulariza o exercício da atividade religiosa no país. Durante a sessão comandada pelo presidente João Lourenço, os membros também adotaram mecanismos para criação, modificação e extinção de instituições religiosas. O projeto de lei sobre liberdade religiosa, de crença e adoração foi então encaminhado para a Assembleia Nacional para aprovação.

De acordo com o que o jornal The East African publicou em outubro, registros do Ministério da Cultura mostram que há 84 igrejas ilegais na Angola e que outras 1106 estão esperando por reconhecimento. O governo deu um ultimato de 30 dias para que essas regularizem suas operações ou serão fechadas. Além disso, outras 2006 igrejas já foram fechadas.

O diretor para assuntos religiosos, Francisco de Castro Maria, disse ao Jornal de Angola que: “O número de igrejas ilegais no país chegou a 4 mil. Todas as igrejas ilegais têm até o próximo mês para mudar seus status”.

Como é a perseguição aos cristãos em Angola?

Cristãos em Angola enfrentam dificuldades de várias formas. Primeiro, o governo não reconhece oficialmente nenhuma igreja desde 2004. Em segundo lugar, como resultado disso, muitas igrejas estão operando ilegalmente, fazendo com que cristãos temam ser presos ou tenham suas igrejas demolidas. Em terceiro lugar, o governo também está criando um ambiente desfavorável ao declarar publicamente que “seitas religiosas” são motivo de preocupação.  

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