A Inteligência Artificial é de Deus? — Quando o medo do novo tenta nos afastar do propósito divino

A tecnologia reflete o coração de quem a usa

Em toda a história da humanidade, o novo sempre despertou medo. Quando surgiram as primeiras locomotivas, conta-se que um padre em São Paulo proibiu seus fiéis de andar nelas, afirmando que “nada que se movesse a 40 km por hora poderia vir de Deus”.

Mais tarde, o mesmo medo se repetiu com a chegada da televisão, do computador e da internet. Agora, o mesmo questionamento volta com força: “A inteligência artificial é de Deus?”

A resposta depende menos da tecnologia e mais de quem a usa

Deus deu ao ser humano a capacidade de criar, pensar e desenvolver ferramentas. O problema nunca esteve na ferramenta, mas no coração de quem a maneja.

Assim como o martelo pode construir uma casa ou destruir uma parede, a inteligência artificial pode servir tanto ao bem quanto ao mal, e isso depende do propósito que a guia.

Na Bíblia, vemos que Deus sempre inspirou conhecimento. José interpretava sonhos com sabedoria divina; Daniel foi instruído em “toda ciência e entendimento”; e Bezalel, no deserto, foi cheio do Espírito de Deus “em habilidade, inteligência e conhecimento” para construir o Tabernáculo (Êxodo 31:3).

Portanto, inteligência e fé não são opostos, são dons que, quando unidos, glorificam o Criador.

A inteligência artificial não substitui o ser humano, mas pode ser uma parceira para o bem, quando usada sob a direção de Deus. Ela ajuda o pastor a escrever, o professor a ensinar, o médico a cuidar e o missionário a comunicar o Evangelho com mais alcance.

O verdadeiro perigo não está na máquina, mas no coração sem direção espiritual.

A tecnologia, como qualquer ferramenta, precisa ser guiada pela ética e pelo bom senso. Uma faca pode cortar o pão e alimentar uma família mas nas mãos erradas, pode ferir e até tirar a vida de alguém. O problema, portanto, não está na lâmina, mas na intenção de quem a segura. Assim também é com a inteligência artificial: ela não tem moral própria; ela apenas reflete o coração humano que a conduz.

Antes de temer o novo, precisamos orar por discernimento. Porque o medo, quando reina, cria monstros na mente.

Mas o amor e a sabedoria que vêm de Deus nos libertam para usar o novo com propósito, e transformar a tecnologia em instrumento do Reino.

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