Muitos cristãos vivem do passado. Alguns lembram com saudade de tempos bons; outros se apoiam em experiências espirituais antigas para justificar uma vida espiritual descuidada no presente.
Israel viveu exatamente esse conflito. Saiu do Egito, mas frequentemente desejava voltar. Não porque Deus falhou, mas porque o coração do povo ainda não havia sido totalmente transformado.
Ao final de sua vida, Josué entende que a história não sustenta a fé. Por isso ele convoca o povo a uma decisão clara e inadiável: “Escolhei, hoje, a quem sirvais” (Josué 24:15).
Josué não ignora o passado, mas não permite que ele se torne desculpa para a infidelidade. Ele afirma sua posição com clareza: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
A Bíblia mostra que grandes homens de Deus também tiveram oportunidades de escolher caminhos errados. José, Daniel e Moisés enfrentaram pressões intensas, mas permaneceram fiéis porque entenderam que caráter é mais importante que conveniência.
Hoje, os perigos continuam presentes. Ativismo religioso, amor ao mundo e autossuficiência espiritual afastam muitos de Deus sem que percebam. Além disso, pecados tolerados e prioridades desordenadas funcionam como ídolos modernos.
Outro erro comum é achar que levar a família à igreja é suficiente. A Palavra ensina que a fé deve ser ensinada diariamente no lar, com exemplo e coerência (Dt 6:6–7).
O passado ficou para trás. O que Deus espera é uma decisão no presente.
A escolha errada compromete a salvação; a escolha certa exige fidelidade.
Que possamos declarar com convicção, não apenas com palavras: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
Pr Ademir Rodrigues



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