Há momentos na caminhada cristã em que a ausência dói. Não por falta de fé, mas por necessidade de cuidado. Foi assim nos últimos meses na vida do irmão Anízio e da irmã Hermesina.
O tempo da separação e da espera
No mês de agosto, o irmão Anízio recebeu o diagnóstico de tuberculose e iniciou imediatamente o tratamento médico. Por orientação correta e responsável, precisou ser privado da convivência presencial com os irmãos, evitando riscos e respeitando o processo de recuperação.
Esse período não foi fácil. A ausência do convívio comunitário pesa no coração de quem ama a casa de Deus. Ainda assim, ele não esteve sozinho. Semanalmente, recebeu ligações pastorais, palavras de encorajamento e visitas presenciais mais espaçadas, sempre com os cuidados que a situação exigia. A igreja compreendeu que fé não anula prudência, e que cuidar também é um ato espiritual.
Restauração e retorno à comunhão
No último sábado, dia 31/01, o irmão Anízio testemunhou publicamente que está restaurado e recebeu alta médica, para a glória de Deus. A alegria foi visível. Agora, com o coração grato e o corpo restaurado, voltou a prestar culto ao Senhor no meio da igreja, onde sempre pertenceu.
A comunhão que antes foi interrompida por necessidade, agora é celebrada como resposta de oração.
Um novo diagnóstico, uma nova esperança
A irmã Hermesina, por sua vez, já vinha enfrentando há alguns anos dificuldades sérias: falta de ar, fraqueza constante e limitações físicas que afetavam até atividades simples do dia a dia. O diagnóstico inicial apontava para a doença de Chagas, e todo o tratamento vinha sendo conduzido nessa direção.
Durante o período em que o esposo esteve afastado da igreja, ela também permaneceu em casa e aproveitou esse tempo para buscar novas avaliações médicas. Após novos exames e pareceres profissionais, os médicos chegaram à conclusão de que não se tratava da doença anteriormente diagnosticada, mas de uma condição diferente e tratável, que exigia outro tipo de acompanhamento.
Com o início do tratamento e da medicação corretos, a mudança foi significativa. A falta de ar cessou, a força foi sendo restaurada e as limitações deram lugar à esperança. Hoje, com alegria e gratidão, a irmã Hermesina acompanha seu esposo no culto ao Senhor, glorificando a Deus por esse novo tempo.
Uma igreja que ora e se alegra junto
Durante todo esse processo, a igreja esteve em oração por esse querido casal. Orou, respeitou, esperou e agora se alegra. Porque a bênção não é apenas a cura física, mas o retorno à comunhão, ao altar, à vida comunitária.
Esse testemunho nos lembra que Deus age por meio da oração, do cuidado pastoral e também da medicina. Não há conflito entre fé e tratamento; há cooperação. E quando cada um faz sua parte, o nome do Senhor é glorificado. “Alegrai-vos com os que se alegram” (Romanos 12:15).
Hoje, nos alegramos juntos.


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