Há ministérios que acontecem diante dos olhos de toda a igreja. Outros acontecem de maneira silenciosa, longe dos púlpitos e dos microfones, mas exercem um papel fundamental na vida do povo de Deus. A oração é um deles.
Na IAP Itaim, um grupo de irmãs tem dedicado parte de seu tempo semanal à intercessão e a consagração e nas oportunidade que sugem ainda tem realizado visitas a irmãos e amigos. Todas as terças-feiras, a partir das 8 horas da manhã, Sileni Prevital, Laura Sampaio, Cida Valença, Divanilde Lopreato, Dsa Luciana Rodrigues e o Pr. Ademir se reúnem no chamado Monte da Oração para buscar a Deus em favor da igreja, das famílias e das pessoas que enfrentam diferentes necessidades.
Mais do que simplesmente realizar uma reunião semanal, esse grupo tem demonstrado que orar também é servir. Cada encontro representa tempo separado para Deus, disposição para sair da rotina e compromisso com uma igreja que precisa não apenas de atividades sociais, mas de pessoas dispostas a permanecer na presença do Senhor.
Por ocasião do 53 anos da IAP Itaim, que aconteceria em julho de 2022, o pastor sugeriu que se fizesse um mês de oração e consagração antecedendo o aniversario e isso aconteceu, ao findar esse periodo de orações no monte a irmã Sileni Prevital tomou a frente e sugeriu que essas consagraçoes continuassem por tempo indeterminado. O que recebeu pleno apoio do pastorado e irmãs que prontamente aderiram. Desde então, o propósito tem permanecido constante. O que começou como uma iniciativa de algumas irmãs tornou-se uma prática perseverante e, de certa forma, uma inspiração para que outros também percebessem a importância de separar tempo para buscar ao Senhor.
Quem ora por alguém passa a olhar para essa pessoa de maneira diferente. E quando a oração é acompanhada de uma visita, uma palavra, uma escuta atenta e uma disposição para ajudar, o cuidado pastoral alcança dimensões que muitas vezes uma programação da igreja não consegue alcançar.
O grupo conta com todo o apoio pastoral e tem demonstrado dedicação, compromisso e espírito de consagração. São irmãs que compreenderam que nem todo serviço cristão precisa ser público para ser relevante. Há batalhas que são vencidas no silêncio de uma oração, joelhos dobrados e corações colocados diante de Deus.
UMA SEMENTE QUE GEROU OUTRAS INICIATIVAS
Um dos aspectos mais significativos dessa história é perceber que uma iniciativa perseverante pode inspirar outras pessoas.
O grupo de jovens da igreja já teve a oportunidade de participar e liderar momento de oração no Monte. Além disso, existe atualmente um terceiro grupo independente, que também se reúne no mesmo local todas às terças-feiras à noite.
Isso mostra que uma igreja pode desenvolver uma verdadeira cultura de oração quando pessoas deixam de esperar que alguém faça e começam a assumir sua responsabilidade diante de Deus.
O propósito, portanto, não é criar uma espécie de “grupo exclusivo de oração”, como se a responsabilidade de interceder pertencesse somente a algumas pessoas. Pelo contrário: a experiência dessas irmãs pode servir de estímulo para que toda a igreja desenvolva uma vida mais profunda de oração.
Paulo orientou a igreja: “Orai sem cessar” (1Ts 5:17). A oração e intercessão não é um departamento da igreja. É parte da identidade da igreja.
UM LUGAR MARCADO PELA FÉ
O local onde essas orações acontecem também possui significado especial. O conhecido Monte de Oração, situado na região da Fazenda do Carmo, na divisa de Cidade Tiradentes com Guaianases, é historicamente associado a momentos de fé, oração e vigílias. O local fica nas proximidades da Rua Henriqueta Noguez Brieba e da Rua Gitirana, Fazenda do Carmo, Cidade Tiradentes/Guaianases.
Para essas irmãs, porém, mais importante do que o lugar é Aquele a quem elas procuram naquele lugar. Não é o monte que produz a resposta. Não são as paredes, a paisagem ou a distância da cidade que tornam a oração mais poderosa. É Deus quem ouve o clamor de seus filhos.
O monte pode ser um lugar de encontro. Mas o verdadeiro lugar da oração é um coração rendido diante do Senhor.
O QUE PODEMOS APRENDER?
A história desse grupo nos deixa uma pergunta para toda a igreja: o que aconteceria se cada membro assumisse um compromisso pessoal de interceder por alguém?
Talvez não seja necessário criar mais uma grande programação. Talvez seja necessário simplesmente recuperar uma prática antiga e poderosa: orar com perseverança.
Orar pela família. Orar pelos enfermos. Orar pelos afastados. Orar pelos que estão enfrentando crises. Orar pelos novos convertidos. Orar pelos jovens e crianças. Orar pelos líderes. Orar por aqueles que ainda não conhecem a Cristo.
A iniciativa da irmã Sileni, mantida com perseverança ao longo dos anos e abraçada por outras irmãs, nos lembra que grandes movimentos na igreja muitas vezes começam com poucas pessoas que simplesmente decidem buscar a Deus com seriedade.
Uma igreja que trabalha sem orar pode produzir atividades. Mas uma igreja que trabalha e ora coloca seus projetos, suas pessoas e seu futuro nas mãos de Deus.
E, no final, essa continua sendo a nossa maior necessidade: não apenas fazer mais para Deus, mas buscar mais a Deus.
Pr Ademir Rodrigues




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