
A data oficialmente reconhecida pela Igreja Adventista da Promessa é 24 de janeiro de 1932, um domingo à tarde, em Paulista, Pernambuco.
Em 24 de janeiro de 2027 a Igreja Adventista da Promessa completará 95 anos de existência. O evento considerado como o estopim para o surgimento dessa organização foi a experiência do batismo no Espirito Santo, vivida pelo Pr João Augusto da Silveira.
A própria IAP registra essa data como o momento em que João Augusto da Silveira recebeu o batismo no Espírito Santo, com a manifestação de línguas estranhas. A data também passou a ser considerada a data inaugural da Igreja Adventista da Promessa.
Há um detalhe histórico importante: o episódio não surgiu do nada. A trajetória foi aproximadamente esta:
- 1926 — João Augusto toma conhecimento da doutrina do batismo no Espírito Santo durante uma viagem a São Paulo, através da conversa com um charreteiro. Depois, passa a investigar o assunto biblicamente.
- 1928 — convencido pelas Escrituras acerca do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais, especialmente as línguas, ele se desliga da IASD.
- 1928–1932 — passa anos estudando e buscando a experiência prometida nas Escrituras.
- 24 de janeiro de 1932 — depois do jantar, estando em sua casa em Paulista, pega a Bíblia e volta a estudar Atos 2 e a promessa do Espírito Santo. Ora pedindo a Deus que não o deixasse morrer com dúvidas sobre o Espírito Santo e, durante a oração, começa a falar em línguas.
- 25 de janeiro a 1º de fevereiro — permanece oito dias fora de casa anunciando aos irmãos aquilo que havia acontecido.
Um ponto que merece atenção
Isso aconteceu onde ele morava na Rua da Alegria, 222. A data do batismo está muito bem documentada pelas fontes oficiais da IAP. João Augusto primeiro foi confrontado com a questão, depois investigou diretamente nas Escrituras e, anos mais tarde, teve a experiência que ele próprio havia buscado compreender biblicamente.
E isso tem uma importância enorme para a identidade promessista: a experiência não foi o ponto de partida da doutrina; a investigação bíblica veio antes da experiência. A experiência confirmou, para João Augusto, aquilo que ele já vinha procurando compreender nas Escrituras. Essa distinção é muito importante para uma teologia promessista equilibrada.

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